sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Segunda volta


Martine Aubri (Presidente da Câmara de Lille) e Ségolène Royale (Presidente do Conselho da Região Poitou-Charentes) disputam, numa segunda volta, as eleições para a liderança do PS francês. Ségolène parte com 43,2% dos votos obtidos na primeira volta e Aubri com 34,4%. Mas esta beneficia da declaração de apoio vinda do 3º candidato da primeira volta, Benoit Hamon (21,9%). A primeira (melhor colocada para vencer) quer um PS centrado à esquerda, a segunda defende a renovação e abertura do PS a novas causas. "Duelo no feminino" (Le Monde), perante a desistência de Laurent Fabius e as sombras inspiradoras de Jacques Delors (pai de Martine) ou de Lionel Jospin (de quem Ségolene foi nº 2). Estão condenadas a desentenderem-se, como Obama-Hillary, ou poderá ainda haver uma "terceira volta" para as juntar (será esse também o desfecho Obama-Hillary)?

4 comentários:

Anónimo disse...

Aubri deverá ganhar, fazendo o pleno dos votos da esquerda do Partido Socialista. Mas tem razão: Aubri+Ségolène seria uma solução revitalizadora do Partidoe talvez ganhadora. O PS está muito dividido e sem chama.
MT

J J disse...

O PS francês precisa de ideais e ideias, que não abundam na esquerda europeia.Nenhuma destas mulheres parece capaz de ser a Obama francesa. A vontade de as juntar é a afirmação disso mesmo... Mas espero enganar-me!
Nos EUA a aliança que muitos desejaram meses atrás entre Obama e Hillary vai finalmente acontecer. Não exactamente como se pensou, mas não se perde a mais-valia que H Clinton constitui, na minha opinião, para a nova administração e para o seu país.
Todos os esforços serão necessários para apagar a catastrofica herança de Bush.

Anónimo disse...

Martine Aubry obteve 67.413 votos (50,02 por cento), contra 67.371 de Ségolène Royal.
Oa apenas 42 votos de diferença num total de 137.116 mostram bem a profunda divisão do PS francês, embora a afluência às urnas (58%) seja um indicador positivo. Aguardemos.

Manuela Gama Vieira disse...

E...mulheres a tomar conta do Mundo, devagar, devagarinho,pode ser que consigam ajudar a torná-lo melhor.