terça-feira, 11 de novembro de 2008

Efeitos sociais da crise

Com a imprensa portuguesa distraída com o caso BPN, transcrevo parte do texto publicado na edição de hoje do Le Monde:
Num contexto económico super pesado, agravado pela chegada dos primeiros frios, as associações de luta contra  a pobreza afirmam que começam a observar, no terreno, os primeiros efeitos da crise. O Socorro católico publicou, no dia 13, o seu relatório anual, intitulado este ano Famílias, infância e pobrezas. A associação, que ajudou 1,4 milhões de pessoas em 2007, põe em destaque a parte cada vez mais significativa de pessoas com mais de 50 anos nos centros de acolhimento. "Muitas famílias em situação de precariedade vêm procurar alimento e vestuário nos nossos centros para poderem pagar a renda de casa", refere um funcionário da instituição. A nota redigida pela Cruz Vermelha francesa não é muito diferente: "A situação continua a degradar-se. Os pobres estão cada vez mais pobres e outras camadas da população estão a ficar mais frágeis", explica Didier Pillard, director da acção social. "Há novos públicos a apresentarem-se, desde o princípio do ano, nos nossos 650 pontos de distribuição alimentar e nas nossas lojas alimentares especiais; os reformados são em número cada vez maior; mas também trabalhadores pobres a tempo completo, funcionários municipais e estudantes". A rádio local de Toulouse constatou uma subida de 100% da população que acorre à lojas alimentares especiais. Em Redon (Ille-et-Vilaine) aumentou 26% num mês. Sensíveis à crescente impotência das populações com que lidam, quatorze grandes associações de luta contra a pobreza, membros da rede Uniopss, tencionam tocar o sinal de alarme, a 28 de Novembro, junto dos poderes e da opinião pública. 

1 comentário:

Manuela Gama Vieira disse...

O que realmente me preocupa, são as distracções com que este Portugal MASOQUISTA se deixa entreter!
"TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS POR TUDO, PERANTE TODOS"!