quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Fortaleza de Peniche: serenidade e rigor


Se esta espécie de histeria de quem acordou tarde para os problemas continua, corremos o risco não só de não sabermos contra quem estamos a gritar, como de nem sequer percebermos o que é que estamos a discutir. Serenidade precisa-se, para podermos ouvir as razões em presença. E respeito pelo rigor, precisa-se também, para podermos defender o que merece defesa e atacar o que consideramos injusto. 
A Direcção do movimento "Não Apaguem a Memória" pediu uma reunião à Câmara de Peniche, que de imediato a realizou, de inteira boa fé. À saída, um dos membros da Comissão, declarou de imediato a sua posição pessoal e condenou a Câmara. Depois, o Movimento veio afirmar em comunicado "a sua firme oposição à construção duma pousada na Fortaleza de Peniche, comprometendo-se publicamente a desenvolver todos os esforços e mobilização cívica para que se impeça a transformação das antigas celas em quartos de um qualquer hotel de luxo". 
Mas quem é que defendeu tal solução? Onde é que este Movimento descobriu essa intenção?
A quem aproveita este tipo de desinformação?

1 comentário:

Submarino Amarelo disse...

A memória não se preserva no imobilismo dos lugares nem impedindo que a vida siga o seu caminho. É certamente possível fazer coexistir no Forte de Peniche o memorial e o novo espaço projectado. Sou favorável a um museu, mas não há certamente justificação para que ocupe todo o edifício.
É importante perceber que a preservação da memória passa hoje mais pelo cinema, pela literatura, não só ensaística mas também ficcional e BD (por todas as artes,enfim) e por este espaço onde estamos agora, a "net", do que por museus vazios e empoeirados.