terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Museu de Bagdad

Reabriu o Museu de Bagdad. Segundo o New York Times, mais de metade do acervo museológico, roubado em 2003, não foi recuperado.
Para muitos, trata-se de uma pura operação política, tendente a fornecer para o exterior uma imagem de normalidade da situação política iraquiana, O que se compreende.
Mas o que fica, para sempre, é a destruição de um dos mais extraordinários patrimónios da humanidade. A invasão americana não garantiu a segurança e a continuidade de bens culturais que representam o que de melhor as antigas civilizações mesopotâmica, persa e islâmica legaram à Humanidade (onde aliás a filosofia grega foi recolhida antes de passar à Península Ibérica) . A reabertura do Museu de Bagdad também fornece ao exterior essa memória de destruição consentida.

4 comentários:

Submarino Amarelo disse...

O cuidado que Bush teve na sua última, e patética, entrevista como Presidente em tentar "demarcar-se" da invasão do Iraque, culpando os serviços secretos e as chefias militares e quase pedindo desculpa pelo sucedido, mostra que não foram precisos muitos anos para que todos se apercebessem da monstruosidade, da inutilidade e da estupidez que tal acto constituiu.
Os talibãs destruindo os Budas no Afeganistão e Bush saqueando o Iraque são bem a imagem de um tempo para esquecer.

João Ramos Franco disse...

Para mim tambem não passa de uma pura operação política, tendente a fornecer uma nova imagem da actual governação dos USA.
Só nos resta a memória viva do que perdeu...
João Ramos Franco

salty disse...

Admirados com o saque e destruição que os EU infligiram no Iraque?? Desde sempre os mais poderosos saquearam os territórios conquistados muitas vezes até como recompensa pelos serviços prestados. O W também vai ser compensado pelo seu contributo para a estabilidade mundial. Talvez ainda seja julgado por crimes contra a humanidade. O tribunal existe pode ser que entretanto haja vontade

Anónimo disse...

Os senhores da guerra não amam a ARTE!
MV