sábado, 18 de julho de 2009

Sondagens

Que aconteceu aos nossos centros de sondagens? Que aconteceu aos grupos partidários que as encomendam? Que aconteceu aos media que as divulgam?
Um dos efeitos da instalada desconfiança face às sondagens como instrumento de orientação da estratégia política, é voltarmos aos "sinais de fumo". Sondemos pois as tendências expressas na mobilização dos militantes, na adesão popular, nas correntes de simpatia ou curiosidade que perpassam pelo espaço público.
Neste sentido, António Costa parece ter invertido a tendência sombria e depressiva que rodeava há dois meses a sua candidatura. O próprio candidato ganhou confiança e elan vencedor.
E se a campanha nacional do PS fosse rebocada pela campanha lisboeta do PS e seus companheiros de estrada?

7 comentários:

Submarino Amarelo disse...

As sondagens e os centros de sondagens estão à espera que o calor do Verão faça esquecer as estratégias que serviramos e os fretes que fizearam.
Os "companheiros de estrada" do António C de que o post fala suponho que seja um eufemismo cor-de-rosa para o casal Zé e a Helena...
Colado politicamente a mais escandalos e corrupção (terminal de contentores de Lisboa,"alvo" do tribunal de Contas e do DIAP), António Costa não parece com grande elan... Veremos.

João B. Serra disse...

Como é bem de ver pelo comentário anterior, o que sobra em má fé a submarinos santanistas falta clamorosamente em argumentos razoáveis. As obsessões, ao contrário do que julga este meu impetuoso contraditor, não são razões, são compulsões. Boas férias, caro comentador.

João Ramos Franco disse...

"E se a campanha nacional do PS fosse rebocada pela campanha lisboeta do PS e seus companheiros de estrada?"
A pergunta que é feita, para mim, só tem uma resposta, a união faz a força.
Um abraço amigo
João Ramos Franco

João Ramos Franco disse...

Por razão, para mim obvia, o falecimento de Palma Inácio, levou-me à sede PS. Encostei-me ao canto esquerdo da entrada da sala na conversa uma velha amiga militante das Bases. Se para vós conta o que vi, ouvi e conversei, dir-vos-ei, que assisti darem os parabéns a António Costa pelos acordos alcançados e o pluralismo marcou presença e força. Digo-o porque o senti, talvez preferisse passar despercebido, os mais altos quadros do partido vieram cumprimentar-me e até Sócrates deu algum do seu tempo a conversar comigo, consciente de com quem estava a falar.
Sou pouco de me mostrar, mas se puserem em causa, que a união faz a força, só podem contar comigo para unir. Se pode contar como sondagem o que vi, conversei e senti, foi bastante positivo.
Um abraço
João Ramos Franco

Submarino Amarelo disse...

É sempre fácil, e gratuito, dizer que os outos estão de má fé. Não é preciso provar... Mas eu não sou santanista e o autor do blogue sabe-o. De que lado está a má fé?

A diferença entre nós, neste caso, é apenas uma questão de lucidez. Os seus comentários são determinados pelo que deseja,os meus pelo que vejo: eu não quero ver Pedro SL na Cãmara de Lisboa. Mas julgo que ele já ganhou, graças ao desastre em que se tornou a direcção do PS.

Eu acabei de apostar. É capaz de apostar o contrário? Não creio...

Anónimo disse...

Meu Caro Professor João Serra:

Sondagens????

Prefiro Sinais!!!!
Aromas subtis....
O anda alguma coisa no Ar.....

Gostava, e gostava mesmo, que as pessoas normais, que têm dúvidas, vergonhas, "esqueletos no armáro", abandonassem um falso moralismo que inquina a (sua/deles) capacidade de análise e descernimento, porque contagiados com esta opinião publicada....falsa regeneradora, falsa púdica....
Ninguém quer ser governado por Super-Homens.... Nem por Messias Redentores....Gente Normal Precisa-se...


Um Abraço

PSimões

João Ramos Franco disse...

Meu caro PSimões
“Gente Normal Precisa-se...” A verdade que diz é pura, só que após os congressos dos Partidos, resulta uma escolha democrática de um Secretário-geral que é impossível agradar a todos. O perfil de Gente Normal é tão lato, que nem sei se lá caberemos todos os que o procuramos… A Democracia tem destes contra-sensos, mas é com ela que queremos estar.
João Ramos Franco