sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Poder local

Reunião, em Coimbra, na sede da Associação Nacional dos Municípios Portugueses. Enquanto espero que o Secretário Geral da Associação, Eng.º Artur Trindade, termine outra reunião, tento reconhecer o edifício onde estive há mais de uma década.
Uma placa numa das paredes da recepção recorda-me a circunstância. Em 7 de Abril de 1997. Celebravam-se 20 anos do poder local. Jorge Sampaio assinalou a data estabelecendo por um dia a Presidência da República ali mesmo.
O modelo de descentralização que esta Segunda República adoptou assenta num contrato entre Estado e municípios. Daí o impacte sobre a vida política que a acção municipal tem tido desde há três décadas. Por outro lado, trata de uma instância cuja representatividade se actualiza numa relação de proximidade com os cidadãos. Esse é um capital de governância que importa aprofundar e não desbaratar ou descredibilizar.

2 comentários:

MT disse...

Não nego o contributo das autarquias nem para o desenvolvimento nem para a democracia. Mas o papel das ditas cujas degradou-se muito. A um tal ponto que o prestígio político dos autarcas está hoje pelas ruas da amargura. Há alguma coisa a fazar, a não ser rezar-lhes pela alma. com votos piedosos?
MT

João Ramos Franco disse...

Que seja, como o dizes nas tuas palavras: “trata de uma instância cuja representatividade se actualiza numa relação de proximidade com os cidadãos. Esse é um capital de governância que importa aprofundar e não desbaratar ou descredibilizar.”
A esperança num futuro melhor, está sempre presente, nunca a deveremos abandonar.
João Ramos Franco