domingo, 17 de maio de 2009

Mas

A estima pessoal e o apreço pela figura cultural e cívica não estão em causa. Dúvidas e perplexidades sobre a vontade e a oportunidade políticas de Manuel Alegre acumularam-se desde o momento em que decidiu apresentar a sua candidatura presidencial. A decisão recente de depor as armas é perfeitamente compreensível, mas só dá razão àquelas minhas dúvidas e perplexidades. 

5 comentários:

João Ramos Franco disse...

A decisão de Manuel Alegre para alem de compreensível, foi consciente e politicamente correcta.
João Ramos Franco

ze_mas disse...

Um passo em frente,dois passos atrás...Seria ingenuidade ver aqui qualquer deposição de armas,M Alegre não pode nem quer ser apontado como responsável por qualquer desaire do PS.Assim se correr mal a culpa não foi dele,se correr bem pode estar na primeira fila das comemorações.
Chama-se fazer política.

Diogo disse...

Como assim? Correr bem ao PS neste momento é correr bem ao Primeiro Ministro e Secretário-Geral do PS.
Não se deve confundir fazer política com fazer passes de mágica.

ze_mas disse...

Estamos plenamente de acordo quanto às previsões.
Mas...

João Ramos Franco disse...

Fui ouvir discurso novamente o discurso de Manuel Alegre (está no meu Blogue) e passo a citar motivos da sua opção que me chamam à atenção do que estamos falar:
1º “a esquerda do PS está demasiado acantonada e forma um contra poder”
2º “ Se houver o perigo da direita ganhar ele estará ao lado do Primeiro Ministro e Secretário-Geral do PS, durante as campanhas eleitorais;
Parece-me, que vendo bem as duas situações que acabo de referir, ele não se afasta de entrar nas campanhas eleitorais para qualquer dos lados que a balança penda.
João Ramos Franco