terça-feira, 5 de julho de 2011

À janela de Fernand Léger

Fernand Léger, The Bridge, 1923

2 comentários:

Isabel X disse...

E se a vida se fizesse de linhas tão nítidas e escorreitas como estas?

Gosto de arte assim, capaz de expandir em nós sentimentos e pensamentos.

- Isabel X -

Cláudia disse...

Latex

Se por venturas pedras acolá
E ao de longe por caminhos
ninhos e quantas primaveras
nas pedras que se moveram
pois não estão mais a rolar
e tão moventes foram eras
alegorias alinham-se acima
ao que fora cimo, embaixo
para qual ser latex estima
da casa Portugal saibam vos
quisera de temer o que teme
quando da sina pois somente
os que vagam por sem vagar
a vaga que for por silenciar
mas destas pedras há o lugar
tão por ser pedra esquecera
e não souberam como olhar
pois eis ao que encontrara?
Se ampulheta na ponteira
em cada era mudam posição
quem ousara ser guardião?
Somente anjos ao se pudera
e inocentes que por embrião
qual nas quinas que vingam
pois se é o grão, vossa missão
mover pedra à pedra, ocasião
deste tempo, não tarda chegar
e se avança, avança por passar
e cantem juntos vossas pedras
e que possam enfim caminhar.