quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E agora, economia?

Chegaram enfim as tão reclamadas medidas de austeridade. As reclamações contra as medidas de austeridade seguem dentro de momentos.
Como ninguém, aparentemente, já se ocupa da economia (curioso que ao novo porta-voz da Direcção do PS, Fernando Medina, secretário de Estado-Adjunto para a Indústria e o Desenvolvimento, tenha cabido, numa das suas primeiras aparições, defender as medidas projectadas para o orçamento), aqui deixo a pergunta de sempre: e a economia?
Claro que o que se passou ontem foi a resposta que a conjuntura política exigia: pressão do Presidente para a "verdade" e alertas sucessivos sobre a "insustentabilidade", pressão dos partidos à direita para "corte na despesa". Aliviada a pressão à direita, o Governo vai agora ter de enfrentar a esquerda. Outubro quente, pois. Situação complicada para Manuel Alegre que fica de fora da maioria presidencial e de governo que agora se criou.
Mas a questão de fundo será reposta mais à frente, quando, passada a crise orçamental, fizermos as perguntas certas: a economia resiste? Com o mercado interno anémico? É possível a recuperação com a disciplina orçamental da Alemanha? Com o Estado impedido de efectuar investimento? Quais os factores da retoma?

3 comentários:

Isabel X disse...

A Ecconomia resiste? E as pessoas, resistirão?

- Isabel X -

Anónimo disse...

Professor João Serra, Boa Noite,

A Austeridade que nos foi imposta, vai fazer-nos cair numa profunda recessão....porque infelizmente, as medidas de racionalização que em tempo deveriam ter sido tomadas, não o foram porque não houve coragem e/ou nem ideias para as fazer....E quando feitas à pressa...dá o que dá....Por outro lado se o nosso(deles) sector financeiro estivesse a cumprir o seu papel na economia, talvez as coisas ainda pudessem ser mitigadas, mas a forma como têm actuado, não augura nada de bom...
Para terminar, e como começo a ter idade para "também poder achar", digo-lhe que sem Investimento Público e sem Sector Financeiro, o que temos de mais certo é o agravamento do défice....porque a economia não gera receitas fiscais!!!!
É um Mundo Novo......
Um abraço

PSimões

Méon, disse...

Não é possível pensar a economia nacional desligada da economia mundial. Mas pensamos nela como um círculo fechado.
Pensamos curto, demasiado curto, num mundo tão extenso!
Por isso duvido da solução. de qualquer solução nacional.
Pois se até os antigos baluartes do internacionalismo são de um nacionalismo doentio...