O pequeno auditório da Biblioteca Municipal encheu-se de gente que queria recordar Luiz Pacheco: a sua história, feita de inúmeras histórias (episódios de fio de navalha, transições bruscas entre a ternura e a desapiedade, medo e coragem, rábulas que confundem autor e personagem).
A iniciativa foi do PCP/Setúbal e teve a presença de José Casanova. Não sendo necessário fazer o PCP entrar em Luiz Pacheco, havia que tentar fazer caber Luiz Pacheco dentro do PCP. Esforço meritório, mas tarefa inglória, e ainda bem.
Da venda de João Carlos Raposo Nunes ("O Raposão") trago, por "uma de vintes", Textos Sadinos, edição Plurijornal 1991.

