sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Original e audacioso


Carta de João Chagas a Rafael Bordalo Pinheiro.

Carta dirigida a Rafael Bordalo Pinheiro a agradecer uma prenda que tinha recebido do artista (provavelmente uma peça de cerâmica das Caldas): " Cheguei hontem do Porto, onde estive alguns dias e só hontem me inteirei de que o caixote saído das Caldas continha o lindo presente que me quis fazer." Depois em tom laudatório e até quase premonitório diz : " Estas pequenas jóias de cerâmica meu caro Raphael, ainda não são avaliadas no seu justo valor. Só mais tarde, muito mais tarde, quando consigo a sua arte houver desaparecido, o gosto e a cultura de outra geração, saberão ver nos documentos da sua obra de ceramista o que ella conteve de original, de engenhoso, de petulante, como direi? De audacioso nas suas novas concepções. Digo-lhe obrigado com muito reconhecimento, como seu amigo muito devotado e como seu perfeito admirador."

[Em leilão da Livraria Burnay]

A aula


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

À janela de Alexander Deineke

Alexander Deineka, Model in front of a mirror.1928

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Eu não existo


Um dia numa entrevista perguntaram a Borges:
"Quem é afinal, Borges?"
"Eu não existo", respondeu Borges. "Eu sou todos os livros que li, todos os lugares que conheci, todas as pessoas que amei..."
Somos feitos de memória. Mesmo aquilo de nós que não é circunstância individual, é apenas memória, memória genética e memória da espécie. A própria imaginação é uma espécie de arte combinatória da memória (o Minotauro é um homem e um touro, a sereia uma mulher e um peixe...)

Manuel António Pina, "Livros e filmes que somos".

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A japoneira do "meu" jardim

Visita matinal, em modo contrastante.





segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Um pedra atirada de propósito

Em todos os males que nos acontecem, olhamos mais para a intenção do que para o efeito. Uma telha que cai de um telhado pode ferir-nos mais, mas não nos desola tanto como uma pedra atirada de propósito por uma mão maldosa. O golpe, por vezes, falha mas a intenção nunca erra o alvo.

Jean-Jacques Rousseau, Os Devaneios do Caminhante Solitário. 2ª ed. Lisboa, Cotovia, 2007. p. 122

domingo, 11 de novembro de 2012

Celebrating one year of culture amid hard times


Na edição de 10 de Novembro do International Herald Tribune. (Clique para aumentar a imagem)

sábado, 10 de novembro de 2012

Registo (no Expresso de hoje)


Guimarães 2012: os desafios da transferência

A Capital Europeia da Cultura (CEC) entra nos seus dois últimos meses de programação com um activo de reconhecimento público, de consistência programática e de rigor orçamental. Como previsto, para que se possa completar a totalidade dos seus enunciados, será necessário ainda dispor do primeiro semestre de 2013, período onde se procederá também à finalização do estudo de impactes dos projectos executados. Mas o tempo da transição deve ter início desde já, se se quer garantir continuidade e sustentação ao legado produzido.
As preocupações expressas nos fora internacionais, designadamente europeus, sobre o investimento na cultura, acentuam hoje, cada vez mais, os temas do futuro, centrados no reforço das estruturas de produção artística e cultural e na adopção de novos modelos de relação entre cultura e educação e cultura e economia.
A este propósito cabe recordar as conclusões de uma reunião efectuada em Bruxelas, para assinalar, em 2010, os 25 anos das CEC’s: “O legado está longe de ser automático (...). Na verdade, ele tem que ser planeado, orçamentado e trabalhado. Uma das principais chaves para o sucesso de tal objectivo - garantir um legado de longo prazo – reside em incorporar o evento como parte de uma estratégia de desenvolvimento cultural a longo prazo, concebida dentro do próprio desenvolvimento a longo prazo da cidade como um todo, através de sinergias entre a cultura e outras áreas (desenvolvimento urbano, educação, etc.)”.
O legado de Guimarães 2012 não se resume a equipamentos e estruturas, porventura os elementos de mais imediata referenciação, até pela dotação orçamental que exigem. De facto, o legado abarca outros aspectos, da ordem do software (e não do hardware) gerado, experimentado e valorizado ao longo do processo da CEC: a nova criação resultante de encomendas, o exercício de programação e gestão cultural em rede, o principio da residência artística e do laboratório de curadoria em diversas áreas, as contaminações e disseminações tradicional/contemporâneo, o investimento do espaço público como metáfora da participação e da integração social e da cidade como espaço criativo multifuncional,  o revigoramento do sentido de pertença e partilha do território, a ampliação e diversificação das audiências, a internacionalização da cultura de portuguesa no seu duplo movimento (de fora para dentro e de dentro para fora), a introdução de novos factores de urbanidade (percursos, narrativas, vivências pessoais e colectivas).
Os protagonistas políticos e institucionais que decidiram e desenharam Guimarães 2012 postularam uma transferência de legado robusta, cujo núcleo duro deveria residir numa Fundação dotada de meios e princípios de salvaguarda duma política pública pertinente e capacitada por uma prática relevante de contactos externos, sobretudo europeus, e de gestão de programas de financiamento com fundos comunitários.
Ao pôr em causa, de forma apressada e injustificada, a continuidade desta instituição que ele próprio criara há três anos, o Estado pode ter incorrido no risco de desacautelar a transferência prevista. As organizações locais estão conscientes de que serão chamadas a reequacionar o seu papel na transição e estão convictas de que o novo secretário de Estado da Cultura possui a experiencia e a competência intelectual e política indispensáveis para poder dar um contributo crucial para esta reflexão. De facto, pela primeira vez, de há muito a esta parte, a pasta da cultura é confiada a alguém que tem um vasto currículo de exercício de funções políticas e técnicas na cultura, tanto no plano local como no central, e uma preparação compriovada no estudo e discussão das políticas culturais.

João Serra
Presidente da Fundação Cidade de Guimarães/Capital Europeia da Cultura

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O enxoval da Madre de Deus

Inauguração hoje à noite, no Museu Alberto Sampiao, da exposição "Elegância, Moda e Fé: o Enxoval de Nossa Senhora da Madre de Deus", que reúne as 65 peças de roupa reunidas desde 1748 até ao início do século XX no Convento da Madre de Deus, em Guimarães, vulgarmente designado por Convento das Capuchas ou das Capuchinhas. As peças destinavam-se a vestir as imagens da Sagrada Família.
Como em todas as colecções, o valor do conjunto prevalece sobre a desigual qualidade de algumas das suas componentes, onde todavia sobressaem as mais antigas.
Esta exposição, sucedendo à que o Museu organizou sobre a temática dos Anjos, valoriza um património vimaranense, detido pela Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos, e assinala, simbolicamente, o princípio da continuidade da Capital Europeia da Cultura, pois é intenção do Museu só a desmontar em Fevereiro de 2013.
Oportunidade para sublinhar o espírito de colaboração leal, generosa e empenhada da direcção do Museu com a Capital Europeia da Cultura, de cuja rede soube ser um elemento actuante e potenciador.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Registo (Maribor, Eslovénia)

Senhores Presidentes da Camara de Maribor e Guimarães
Senhora Directora Geral de Maribor 2013 Capital Europeia da Cultura

Quero em primeiro lugar, em meu nome e dos restantes membros da delegação de Guimarães 2012, agradecer-vos a hospitalidade com que temos sido recebidos em Maribor, o cuidado e carinho posto na preparação desta visita.
Celebramos neste momento o intercâmbio cultural entre duas cidades e entre dois projectos europeus a que as nossas cidades deram corpo neste ano de 2012.
Tenho consciência de que a distancia física entre os nossos países e condicionantes decorrentes de restrições financeiras impediram que levássemos mais longe a ambição dos responsáveis das duas capitais no aprofundamento das relações artísticas e culturais.
Ainda assim, em praticamente todos as áreas de programação houve projectos desenvolvidos de um lado e do outro, com a participação de um e do outro, tendo como destinatários recíprocos Maribor e Guimarães. Alguns deles serão mostrados agora, outros tiveram lugar anteriormente.
Demos pois, de acordo com o propósito do programa europeu que nos juntou, um contributo relevante para o conhecimento mutuo, para o trabalho conjunto, para a troca artística, para fazer da cultura um traço de união entre as nossas cidades e os nossos povos.
Esse contributo não pode deixar de ter um impacto positivo no futuro, no futuro a curto prazo. Ganhamos uma experiência aos mais diversos níveis que importa valorizar e, desejavelmente, repercutir em novo trabalho conjunto.
Salientaria, se me permitem, três áreas a que poderíamos dar prioridade nessa intenção de partilha de experiências e projectos.
Em primeiro lugar o reforço do papel da cultura enquanto sistema urbano. As nossas capitais não se limitaram a equacionar o papel das instituições políticas que tradicionalmente se ocupam da cultura. Implicaram no processo instituições publicas e privadas, centrais, locais e regionais, de base associativa e estatal. Puseram de pé uma rede mais ampla e mais densa e mais internacionalizada de organizações culturais. Estimularam a procura e a oferta artística e cultura, criaram estruturas de apresentação e de criação, deixam um legado que trouxe ao marcado cultural novos produtos e novos actores. Trouxe a cultura ao debate da questão económica e da questão educativa.
Em segundo lugar, o tema da gestão cultural. Não ha sistema sem gestão e durante muito tempo a gestão foi tratada de forma amadorística, casuística ou desligada do debate sobre o território e os vectores da política publica cultural. Importa que a experiência das nossas capitais se repercuta em novos modelos e novas exigências na formação de gestores culturais, desde o exercício da programação cultural paravas cidades até à captação e aplicação de recursos financeiros.
Em terceiro lugar, a relação as instituições europeias. Se a União Europeia não dispôs até hoje de uma política cultural propriamente dita, a experiência da capitais europeias da cultura tem suprido de certa forma essa ausência. Sabemos da intenção da Comissão Europeia em avançar com um quadro de estimulo à criatividade. Creio que as experiências de Guimarães e Maribor serão relevantes para este tema e desde já.
Estamos pois apostados em aprofundar com os responsáveis de Maribor 2012 estes e outros temas, e é essa mensagem de continuidade e trabalho conjunto que aqui queria deixar.
Esperamos que seja possível concretizar esta intenção e desde já nos colocamos à vossa disposição para, encerradas formalmente as nossas capitais, encarar a possibilidade de iniciar o debate das questões comuns nos dias seguintes.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Siza

Encontro com Álvaro Siza Vieira na Pousada de Santa Marinha da Costa onde toma um pequeno almoço com dois arquitectos japoneses. Ainda convalescente do acidente em que partiu o braço, Siza está bem disposto. Por volta do meio dia, saímos em direcção à praça da Mumadona, o único projecto que tem em Guimarães e que ficou incompleto. Entramos no Tribunal para ver uma das mesas de Pistoletto e em seguida vamos até a Vila Flor, onde vê a exposição dos Archigram. Explica por que motivo esta corrente o não interessou. "É um pós-modernismo sem história. Só industria". Destaca a qualidade dos desenhos de Peter Cook.

Almoçamos no Carreira, onde escolhe arroz de feijão com sardinhas. Mostra interesse em ver a Plataforma das Artes e da Criatividade e o Centro de Artes José de Guimarães, onde termina a visita.

Cozinha


Saudação aos organizadores e participantes do Congresso Nacional dos Profissionais de Cozinha, que hoje se inicia no espaço ASA. Tema central: o peixe.
Oportunidade para recordar as minhas origens geografias e a relação com o mar e o pescado. Um produto que devemos valorizar, desde a gestão as espécies, à captura, até ao consumidor.
Uma palavra também sobre o lugar da gastronomia nos factores de atractividade das cidades, o seu enquadramento patrimonial e cultural.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

À janela de Aldo Rossi

Aldo Rossi (1931-1997), La finestra sul teatro. 1987

domingo, 4 de novembro de 2012

À janela de Bram Van Velde

Bram Van Velde (1895-1981), Fenêtre Description. 1937-1938.

sábado, 3 de novembro de 2012

À janela de Arduino Cantafora

Arduino Cantafora (n. em 1945), Finestra in notturno. 1975

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

À janela de Jean Metzinger

Jean Metzinger (1883-1956),  Paysage à la fenêtre ouverte.1918

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

À janela de Paul Nash

Paul Nash, Harbour and room, 1918

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

À janela de Georges Bracque

Georges Braque (1882-1963), Le salon ou Interieur. 1944

domingo, 21 de outubro de 2012

Memórias das Caldas da Rainha

Reedição facsimilada do livro de Augusto da Silva Carvalho, Memórias das Caldas da Rainha, 1484-1884, Lisboa, Férin, 1939 ontem apresentada no Centro Cultural e de Congressos, Caldas da Rainha.
Fotos cedidas por Blogue dos Antigos Alunos do Externato Ramalho Ortigão, e pelo editor, Eng.º Carlos Fernandes







sábado, 20 de outubro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Manuel António Pina

Café do Molhe
Perguntavas-me
(ou talvez não tenhas sido
tu, mas só a ti naquele tempo eu ouvia)

porquê a poesia,
e não outra coisa qualquer:
a filosofia, o futebol, alguma mulher?
Eu não sabia

que a resposta estava
numa certa estrofe de
um certo poema de Frei Luis de Léon que Poe

(acho que era Poe)
conhecia de cor,
em castelhano e tudo.
Porém se o soubesse

de pouco me teria
então servido, ou de nada.
Porque estavas inclinada
de um modo tão perfeito

sobre a mesa
e o meu coração batia
tão infundadamente no teu peito
sob a tua blusa acesa

que tudo o que soubesse não saberia.
Hoje sei: escrevo
contra aquilo de que me lembro,
essa tarde parada, por exemplo.

Manuel António Pina, Poesia Reunida, Lisboa, Assirio & Alvim, 2001

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Janelas fotográficas da colecção Life

10/1948 - Postwar Vienna (Vienna, Austria)
Viennese window shoppers looking longingly at pastries displayed in window of a bakery which they can not yet afford to buy in their postwar economy. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Janelas fotográficas da colecção Life

9/1945 - Jimmy Stewart Comes Home  (Indiana, PA, USA)
Uniformed actor Jimmy Stewart with his father, Alex, standing outside the family hardware store upon his return from World War II.

domingo, 14 de outubro de 2012

Janelas fotográficas da colecção Life

1/24/1943, Marrakesh, Morocco
US President Franklin Roosevelt sitting on wicker chair and looking out window as British PM Winston Churchill stands to his side facing camera, following Casablanca Conference during World War II.

sábado, 13 de outubro de 2012

A cidade, Guimarães, Europa, 2012

Apesar dos vestígios, dos sinais do tempo, a experiência de todos os dias parece contrariar tudo o que o conhecimento indica. A cidade surge-nos como se sempre tivesse sido assim, quando a sua dimensão, como o de todas as criações humanas, é a da história. É como se, quais operadores de “Photoshop”, sempre começássemos por ordenar “flatten image” (espalmar, aglomerar a imagem), ocultando os “layers” (planos, estratos) de que ela se compõe.
“Guimarães 2012” parte desta contradição, que enfrenta declinando os distintos modos e formas em que ela se desenrola. Se o papel da criação artística é, sumariamente, o de acrescentar novos elementos ao plano (“layer”) da contemporaneidade, ela também intervém na desocultação que possamos hoje fazer dos planos que o tempo comprimiu.
Os atenienses forjaram uma cidade de deuses para melhor pensar a cidade dos homens. De facto a sua cidade de deuses era uma cidade de filósofos, onde se discutia a dimensão, o governo e o destino da cidade. Mas os templos magníficos da Acrópole dispersaram referencias líticas pela cidade dos homens, como se, de cada ponto de observação da cidade alcandorada, os pensadores tivessem de dispor, em todos os quadrantes. de réplicas, ainda que incompletas ou menores, dos templos onde buscavam e exerciam a inspiração.
Ser capital europeia da cultural é para Guimarães uma oportunidade para actualizar o discurso “multi-layer” sobre a cidade, proporcionando um conjunto de conectores que permitem a todos, habitantes e visitantes, produtores e consumidores, descobrir ou redescobrir as temporalidades e as espacialidades, as construções e as descontruções de que se faz uma cidade.
Péricles, no famoso discurso de elogio fúnebre reelaborado por Tucídides, passa em revista todos os “layers” que faziam a singularidade de Atenas, metáfora da cidade ideal.
“Começo pelos nossos antepassados” – disse o orador. “É justo e adequado que, numa ocasião como esta, lhes seja dedicada a primeira menção. Foram eles que viveram neste país, sem interrupção, de geração em geração, e, graças ao seu valor, legaram-no livre aos que aqui vivem presentemente”.
Mas não esquece a geração precedente. “E se os nossos mais remotos antepassados são dignos de louvor, muito mais são os nossos pais, que acrescentaram à herança recebida o império que agora possuímos, não poupando sacrifícios para serem capazes de deixar as suas conquistas aos que, como nós, constituímos a presente geração”. E enumera em seguida as componentes essenciais da República de que justamente se orgulha a sua geração e pelos quais merece panegírico: a decisão pelo método democrático, a justiça igualitária, o livre acesso aos cargos públicos, a não profissionalização da actividade politica, a inviolabilidade da vida privada, a tolerância para com a diferença, o império da lei e a protecção dos oprimidos, o direito à educação, ao lazer e à cultura, o gosto pelo requinte sem extravagâncias, a abertura ao comércio externo e a aceitação do estrangeiro na respectiva diversidade cultural, o respeito pelos vencidos,
Péricles sabe que desta visão, desta grandeza, há testemunhos. A memória ficou corporizada na literatura e nas artes. “A admiração dos tempos presente e futuro ser-nos-á devida, uma vez que não deixámos o nosso poder sem testemunhos, antes os recordamos em grandiosos monumentos”. A eles acrescem todavia “uma memória não escrita que (...) permanece nos corações das suas gentes”.
Como não ver aqui, neste patriotismo da cidade, os traços da modernidade politica anunciada da Europa? Este é o desafio das gerações actuais. Honrar o passado, os passados, avaliar o futuro. É alias nessa capacidade de avaliação colectiva que reside para Péricles o segredo do modelo de governo ateniense.
“Nós atenienses, somos capazes de ajuizar todos os acontecimentos públicos e, em vez de considerarmos a discussão dos mesmos como um obstáculo para a acção, pensamos que ela constitui um passo preliminar indispensável a qualquer acção prudente”.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Conselho

Viaje segundo um seu projecto próprio, dê mínimos ouvidos à facilidade dos itinerários cómodos e de rasto pisado, aceite enganar-se na estrada e voltar atrás, ou pelo contrário, persevere até inventar saídas desacostumadas para o mundo.

José Saramago,
Viagem a Portugal [Apresentação]


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

À janela de Ikko Narahara

Ikko (Ikko Narahara, n. 1931), Window Number 2. 1956

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

À janela de Eric Randmark

Eric Randmark, Window Blinds. 1963

terça-feira, 9 de outubro de 2012

À janela de Thomas Bayrle

Thomas Bayrle (n. 1937) Window (Fenster). 1969

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

À janela de Christopher Knowles

Christopher Knowles (n. 1959), Untitled (Green Window), 1988

domingo, 7 de outubro de 2012

À janela de James Siena

James Siena (n. 1957), Constant Window, 1999

sábado, 6 de outubro de 2012

Valparaíso, 2005

















Com Joaquim Borges Gouveia