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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Rembrandt, Pintor de Histórias. [Para Isabel Xavier]

A exposição do Prado (clique aqui para ver apresentação em video) propõe duas linhas metodológicas para uma leitura da obra de Rembrandt: a representação de emoções; o confronto estético com os seus contemporâneos. 
Rembrandt van Rijn (1606-1669) conhecia bem a produção dos mestres da pintura, através de estampas que coleccionava. A montagem da exposição põe em destaque a sua reacção perante alguns dos modelos estéticos que aceitou ou recusou.
Pintor de emoções, Rembrandt foi-o ao longo de toda sua vida. Mas são perceptíveis as duas fases: até 1645 é um Rembrandt que procura surpreender a extroversão dos personagens que retrata; o pintor evolui em seguida para uma maior contenção de gestos e expressões dos seus retratados, em favor de uma acentuação dos respectivos traços psicológicos.
Não é uma exposição tão cuidada como a das Fábulas de Velásquez (uma apresentação pode ser vista clicando aqui), que tive a sorte de poder ver no princípio deste ano, também no Prado, mas é certamente uma rara oportunidade de ter uma visão de conjunto da obra de Rembrandt.

1 - Auto-retrato em traje oriental, 1631
2 - Jeremias lamentando a destruição de Jerusalém, 1630
3 - Susana, 1636
4 - Sagrada Família, 1645
5 - Betsabé, 1654