sábado, 28 de Fevereiro de 2009
Escolhas
sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
Entre Setúbal e Alpiarça, reler LP num quarto de hotel
Prá minha cela atiraram-me um pão duro (envenenado); a água da bilha, bebi-a (tinha bichos). Hoje um raio de sol quis entrar cá dentro e cuspi-lhe. O desprezo dos homens, que me importa? Sabiam que o meu destino era este (Ela sabia) e não mo diziam por piedade. Que importa? não queria sol nem pão nem água nem piedade, apenas que, onde estiver, por um segundo apenas, a Amada, aquela a única se lembre agora de mim.Em Setúbal, com Pacheco
quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
Cidade imaginária
Visita rápida, à hora de almoço, para ver os 30 quadros de Nadir Afonso, na Assembleia da República (As cidades no Homem).Imprensa leiriense na Primeira República
"Não há sanduiches para ninguém"
Não há sanduiches para ninguém, pronto.
Com tantos alunos por ali que pouco comem, onde alguns, sabiamente, ao pequeno almoço comem um resto de massa cozida - o jantar da véspera, montes de meninos magricelas à nossa volta, não há pão, não há sanduiches para ninguém.
quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Intervenção do Estado
Em 1884, Bordalo Pinheiro funda uma fábrica de cerâmica artística, que pretende exemplar, nas Caldas da Rainha. Aí, aquele que muitos consideram o maior artista português do séc. XIX desenha, inventa, modela e pinta milhares de peças que concretizam, excedem e amplificam toda uma tradição, definindo um estilo que ainda hoje, tantos anos volvidos, todos identificamos imediatamente. Mais de cem anos após a sua morte, a fábrica herdeira do seu saber continua a produzir esta obra genial.
As notícias recentes e inquietantes sobre o futuro da Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro obrigam-nos neste momento a manifestar-nos publicamente. Por preocupação com um património histórico único e em defesa da obra de um artista que desde finais do séc. XIX integra o imaginário nacional.
Num momento em que a vida desta empresa conhece piores dias e quando se perspectiva a venda desta fábrica, apelamos a uma intervenção do Estado, qualquer que seja o seu futuro, no sentido de:
- salvaguardar que o espólio do artista Bordalo Pinheiro (moldes, desenhos e peças originais) se mantenha na fábrica e seja a matriz de uma nova estratégia de qualidade e afirmação da marca Bordalo Pinheiro;
- aprofundar a inventariação, estudo, preservação e divulgação deste espólio, promovendo o reconhecimento de uma faceta menos consagrada deste artista;
- salvar uma fábrica única pela sua história e pelo saber especializado daqueles que aí trabalham, assegurando a transmissão deste na formação de futuras gerações, de modo a fazer também desta empresa um lugar de ensino;
- estimular, simultaneamente, a renovação da marca Bordalo Pinheiro, envolvendo nomes prestigiados e novos valores do design e das artes;
- contribuir para a definição de uma estratégia que reposicione a marca Bordalo Pinheiro num segmento de mercado de excelência, a nível nacional e internacional, investindo na sua divulgação, marketing e distribuição.
Os autores desta carta apelam pois ao Estado para que, neste momento crítico, olhe para a singularidade desta situação e, nós próprios, não nos demitindo das nossas responsabilidades enquanto cidadãos, disponibilizamo-nos para contribuir para essa reflexão.
Autores:
Raquel Henriques da Silva, Professora de História da Arte, FCSH Universidade Nova Lisboa
Joana Vasconcelos, Artista Plástica
Elsa Rebelo, Coordenadora do Atelier Artístico da Fábrica Bordalo Pinheiro
Henrique Cayatte, Designer, Presidente do Centro Português de Design
Bárbara Coutinho, Directora do MUDE. Museu do Design e da Moda
Catarina Portas, Empresária A Vida Portuguesa
Lúcia Marques, Curadora Independente
Carmo Afonso, Advogada
As autoras apelam à assinatura pública desta carta. Aqui fica o endereço, embora não entenda o alcance prático de tal iniciativa, curiosamente tomada mais de um mês depois da da associação Património Histórico-Grupo de Estudos das Caldas da Rainha:
http://www.petitiononline.com/Bordalo/petition.html
terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009
Da Vinci?
Nicola Barbatelli, medievalista, fazia investigações nos arquivos de uma rica família italiana quando se deparou com este retrato que fora identificado como sendo de Galileu, na pequena cidade de Acerenza, no sul de Itália. Mas rapidamente se convenceu de que aquele aquele homem de olhos azuis, nariz aquilino e chapéu de plumas representava Leonardo da Vinci, aliás um auto-retrato, por comparação com um outro existente em Florença. O assunto está agora em exame.
Museu de Bagdad
Reabriu o Museu de Bagdad. Segundo o New York Times, mais de metade do acervo museológico, roubado em 2003, não foi recuperado.Ideias simples
segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
Velaturas
Porto

domingo, 22 de Fevereiro de 2009
Pausa (ciclo de Carnaval). A vereadora antropófaga
Curta-metragem de Pedro Almodovar: La Consejala Antropófaga. Sete minutos delirantes de promoção do próximo filme do realizador Los Abrazos Rotos. Uma vereadora do pelouro dos assuntos sociais para quem "o sexo é, tanto no plano pessoal como profissional um assunto profundamente social".sábado, 21 de Fevereiro de 2009
A grande Paris do futuro
Entre nós e a realidade
sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
Alguma coisa não corre bem com a Procuradoria da República em Torres Vedras
Mais tarde, a Câmara de Torres Verdes recebeu nova ordem: entregar o autocolante no tribunal local, o que cumpriu "por respeito aos órgãos de soberania", mas não sem substituir a imagem do ecrã. No monitor do Magalhães agora lê-se "Conteúdo removido/censurado por ordem da senhora procuradora adjunta da Primeira Delegação do Tribunal de Torres Vedras".
Futurismo
3. Até hoje a literatura tem exaltado a imobilidade pensativa, o êxtase e o sono. Queremos exaltar o movimento agressivo, a insónia febril, a velocidade, o salto mortal, a bofetada e o murro.
4. Afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu com uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um carro de corrida adornado de grossos tubos semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel que ruge, que parece correr sobre a metralha, é mais belo que a Vitória de Samotrácia.
5. Queremos celebrar o homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada a toda velocidade no circuito de sua própria órbita.
6. O poeta deve prodigalizar-se com ardor, fausto e munificência, a fim de aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.
7. Já não há beleza senão na luta. Nenhuma obra que não disponha de um caráter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças ignotas para obrigá-las a prostrar-se diante do homem.
8. Estamos no promontório extremo dos séculos!... Por que havemos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Vivemos já o absoluto, pois criamos a eterna velocidade omnipresente.
9. Queremos glorificar a guerra - única higiene do mundo -, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas, as belas idéias pelas quais se morre e o desprezo da mulher.
10. Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de todo tipo, e combater o moralismo, o feminismo e toda vileza oportunista e utilitária.
11. Cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos a maré multicor e polifónica das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor noturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas luas elétricas: as estações insaciáveis, devoradoras de serpentes fumegantes; as fábricas suspensas das nuvens pelos contorcidos fios de suas fumaças; as pontes semelhantes a ginastas gigantes que transpõem as fumaças, cintilantes ao sol com um fulgor de facas; os navios a vapor aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de amplo peito que se empertigam sobre os trilhos como enormes cavalos de aço refreados por tubos e o vôo deslizante dos aeroplanos, cujas hélices se agitam ao vento como bandeiras e parecem aplaudir como uma multidão entusiasta.
É da Itália que lançamos ao mundo este manifesto de violência arrebatadora e incendiária com o qual fundamos o nosso Futurismo, porque queremos libertar este país de sua fétida gangrena de professores, arqueólogos, cicerones e antiquários. [...]
quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
Os dias de Penélope (I)
quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
Missão
Cumprida, da forma que me foi possível, a missão confiada pelo Presidente da República e pelo Governo, na Comissão para a Comemoração do Centenário da República. Amanhã será apresentado publicamente o programa que o Governo aprovará formalmente na Quinta-Feira.segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
A Professora Alda
Tínhamos 13 ou 14 anos e os nossos professores andavam pela idade dos nossos pais. Como o interesse que demonstravam pelas nossas ínfimas pessoas era ocasional e passageiro, a distância que nos separava deles não tinha medida. Partilhávamos um espaço físico e ocupávamos conjuntamente uma larga fatia de tempo, mas habitávamos mundos paralelos. Sabíamos pouco sobre eles (e esse pouco era limitado às idiossincrasias mais aparentes), e eles ignoravam-nos como pessoas. Havia excepções, claro: quem, de entre nós, transitasse com facilidade até ao mundo de um ou outro professor, mas percebia-se que se estaria perante uma situação singular, derivada de uma idêntica pertença tribal. E havia quem, por circunstâncias igualmente muito específicas, se esforçasse por manter abertos corredores pelos quais nos pudéssemos aproximar do outro mundo, mas esses propósitos não logravam continuidade nem produziam efeitos duradouros.Quando a nova professora entrou pela sala de aula para leccionar Ciências, toda a turma pressentiu a diferença. A Dr.ª Alda Lopes, minha professora do 3º ou 4º ano, nos princípios da década de 60, no Externato Ramalho Ortigão das Caldas da Rainha, não fazia parte de um mundo paralelo. Ou melhor: todos achámos que iríamos tomar parte no seu mundo.
domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Alto rendimento: um comentário, uma chamada de atenção
Assim de repente, ou seja de um modo abreviado e com uma argumentação um pouco selvagem, a fórmula que se propõe na iniciativa descrita está mais do que gasta.
Para além das importantes questões de ordenamento, há aspectos desportivos a considerar. E o problema eterniza-se com o seguinte constrangimento: como compatibilizar a formação desportiva especializada com a formação escolar? E aí as respostas portugueses e europeias são confrangedoras.
Refiro, como exemplo, o seguinte: na principal competição profissional do mundo (tem 63 anos consecutivos a NBA, no basquete americano), os atletas só podem entrar depois de concluírem a sua formação universitária. Houve uns anos recentes em que se abdicou disso - podiam passar directamente do secundário - mas estão a reconsiderar. É até a discussão do momento. Vão voltar, obviamente, atrás. Por lá, os clubes só existem na competição profissional. Toda a formação desportiva é feita em plena articulação com a formação escolar.
Em Portugal é uma selva. O que é grave. Alicia-se os jovens para o treino intensivo desde cedo, com o prejuízo evidente dos seus estudos. Toma-se como exemplo o Ronaldo, o Figo ou o Tiago Pires. Mas ninguém refere os exemplos das centenas que ficaram pelo caminho: sem escolaridade e sem "alto" rendimento desportivo. Uma desgraça, pode crer.
Mas nunca aprendemos, e insistimos. Vemos políticos, conscientes ou inconscientes, conhecedores ou ignorantes, nem sei bem, a desfraldarem as bandeiras do nicho do alto rendimento, com claros desígnios eleitorais, por mais sinceros que sejam os seus propósitos. Intitulam-se uns bravos e uns defensores do desporto para os jovens.
E digo-lhe mais: já são tantos os disparates cometidos ao logos de décadas - piscinas, pavilhões e afins, sem qualquer utilidade - que temo pelo futuro.
Não, não sou um pessimista. Longe disso. Mas escrevo e publico sobre estas matérias há mais de 20 anos e nem por isso deixo de garantir as minhas obrigações como cidadão.
Acima de tudo, pode crer, move-me também a defesa dos direitos desportivos (educação para a saúde, e aí o alto rendimento é muito discutível, mas, e desculpe-me, ficará para outra altura), e os outros, claro, os das crianças e dos jovens.
Sombra sombria
Falemos de casas como quem fala da sua alma
sábado, 14 de Fevereiro de 2009
Dia de S. Valentim
O amor transforma-nos numa pilha de nervos e de medos; de hesitações e incertezas. O amor faz ódio; faz ciúmes; faz fazer e dizer as maiores barbaridades. Os peritos dizem que os instintos de posse têm de ser controlados e até negociados, muitas vezes com a ajuda de pessoal especializado. Balelas. O mais que conseguem é fazer-nos aceitar que o amor, como o futebol, é mesmo assim. O amor é caríssimo - não por ser raro e valioso mas porque não temos voto na matéria. O preço que se paga em ansiedades e sofrimentos e saudades e remorsos não vale os poucos momentos de puro paraíso nem a relativa raridade de mera calma e harmonia [...]
Zé d'Almeida, Vidé Blogue Pitecos.
Alto rendimento
Esquinas
sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Nossa Senhora do Pópulo

Igreja do Colégio ou Igreja de São João Evangelista no Funchal. Igreja construída pela Companhia de Jesus, que D. Sebastião autorizou em 1569 se instalasse naquela cidade.
quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
Fotografia em pensamento
O voto dos senhores bispos
terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009
O Orquestrofone da Quinta das Cruzes
O Orquestrofone é um instrumento de reprodução musical mecânico, demonstrativo da relação estreita entre a história da ciência, da arte e do entretenimento.
Estes instrumentos, que estiveram desde sempre vocacionados para a exibição pública em amplos espaços (cinemas, feiras, salões de baile), tiveram uma manufactura largamente divulgada na Europa a partir de finais do século XIX / início do século XX.
A complexidade mecânica do Orquestrofone, bem como a sua potência sonora, encobertas por uma enorme estrutura em madeira, com fachada sumptuosamente esculpida e policromada, justificaram o seu uso como instrumento de exploração comercial da música, animando bailes e festas ao ritmo de polkas, valsas, entre outras músicas, constituindo por si só, a atracção principal.
[...] O Orquestrofone, que integra as colecções do Museu Quinta das Cruzes, é constituído por um corpo principal em madeira, profusamente decorado, e possui na face posterior um sistema mecânico de leitura de cartões perfurados, accionável por manivela com adaptação a motor eléctrico, que emite o sinal para os diversos instrumentos, permitindo a reprodução da música.
Esta é hoje uma peça de grande interesse patrimonial, não só por constituir uma raridade no mundo dos instrumentos musicais mecânicos, como também por documentar uma época exuberante, presente nas suas decorações neo-barrocas, nos seus bonecos mecânicos (autómatos) e nas suas músicas arrancadas aos salões e teatros.
Este complexo instrumento, comprado pelo 1º visconde de Cacongo, João José Rodrigues Leitão (1843-1925), na Exposição Universal de Paris, em 1900, encontrava-se na Quinta de Nossa Senhora Mãe dos Homens, quando foi adquirido em 1978 pelo Governo Regional, por iniciativa da direcção do Museu, ao herdeiro da família, senhor Ricardo Nascimento Jardim. Com esta aquisição foram também entregues diversos cartões de músicas que incluem valsas, polkas, rapsódias, marchas militares, hinos, bem como outras músicas clássicas e populares, perfazendo um total de 167 exemplares, destacando-se algumas pelo seu carácter inédito, como a versão d’ “A Portuguesa de Alfredo Keil de 1904, diversos Hymnos dedicados aos reis D. Carlos e D. Amélia, bem como os Hymnos Português Nacional, Ilha da Madeira (1905).

Para ouvir a Marselhesa tocada pelo Orquestrofone, vá por esta página do museu.
segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Sartre em Lisboa
O Primeiro Ministro nas sondagens recentes
Pedro Magalhães "O caso Freeport e as sondagens". Publico, 9 de Fevereiro de 2009.
Recordar e desejar
domingo, 8 de Fevereiro de 2009
Donos domésticos
Sondei a Sara, o canídeo iluminado que devotou prazenteiramente a oportunidade, que a vida é, a desfrutar a sucessão dos seus momentos. Há entre nós uma afinidade filosófica. Mas foi em vão. Ansiosa e obsessiva, ela grudou-se ao fluir do tempo, à espera da eventual entrada de uma prima de sangue na Casa Branca. (Digo "prima" porque um senhor vizinho que, prudentemente, transferiu para a criação canina os rigores do sangue azul, asseverou que a Sara é a versão andaluza da eleita. Por mim, está bem. Porque, com Cervantes e Unamuno e outras prendas, a tanto monta o meu iberismo). Levantou os olhos por entre a franja preta e despejou em mim o antiquíssimo enfado dos animais domésticos perante donos que, para eles, o são também. Decidi, por isso, resignar-me. Porque é esse o exercício de que mais sólida tarimba guarda esta velha linhagem de rei, capitão, soldado, ladrão, menina bonita e os demais, em que me incluo. E deixei-a nos seus milenares langores mediterrânicos.
Sampaio revisto por Saramago
A caminho de Peniche (Agosto de 1919)
sábado, 7 de Fevereiro de 2009
Origens do património fundiário termal
O desprezo pelo património
sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
Futuro para a Bordalo Pinheiro
O factor humano
quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Governar as cidades
António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, na cerimónia realizada esta manhã, de atribuição da Medalha de Honra da Cidade a Jorge Sampaio, que há 20 anos foi eleito Presidente da Câmara de Lisboa:
Como Presidente da Câmara de Lisboa, [Jorge Sampaio] pensou e deu estímulo a que se pensasse a cidade com visão estratégica e invulgar sentido prospectivo. Compreendeu, desde o primeiro dia, que “fazer cidade” é “fazer futuro”. E percebeu que as cidades de hoje não se governam com improvisações casuísticas, medidas avulsas, impulsos propagandísticos, simplificações grosseiras, voluntarismos inconsequentes. Compreendeu que uma grande cidade é um grande desafio, feito de perguntas que se sucedem e de respostas que se renovam. Percebeu que uma cidade exige um pensamento sobre ela e uma estratégia para o pôr em prática. Compreendeu que governar uma cidade é ter dela uma concepção contemporânea, humanista, criativa, solidária e cosmopolita, aliando memória e audácia. E soube que precisamos de cultivar um “patriotismo de cidade”, inscrevendo Lisboa no mapa das grandes urbes e tornando-a um lugar onde as pessoas tenham orgulho em viver e conviver.
Tudo isso compreendeu e praticou Jorge Sampaio. Por isso, os anos em que presidiu aos destinos desta Câmara permanecem como uma referência e constituem um exemplo ético de seriedade intelectual e política.
Sabemos que Jorge Sampaio mostra muito orgulho em ter sido autarca e guarda, confessadamente, do tempo em que o foi gratas recordações. Costuma dizer que este é o poder mais próximo das pessoas e dos seus problemas, expectativas e anseios. Aquele em que estamos mais confrontados com o concreto e o urgente. Aquele em que mais criativamente temos de saber conciliar o planeamento com a intervenção, o imediato com o médio e o longo prazo, o projecto com a execução. Aquele em que um conceito vivo e responsável de cidadania mais directa e inovadoramente se pode cumprir e desenvolver.
A intervenção de António Costa pode ser lida na íntegra aqui.
quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
Audiência do Presidente

Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República entrega ao Presidente Programa comemorativo.
Homenagem a Ferreira da Silva
terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
Homenagem a Ferreira da Silva (mais fotos)
segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
Homenagem a Ferreira da Silva (fotos)
domingo, 1 de Fevereiro de 2009
A 1 de Novembro de 1908
Nas eleições municipais efectuadas a 1 de Novembro de 1908, o Partido Republicano elegeu pela primeira vez vereadores e em alguns concelhos obteve a vitória. Esteve nesse caso o Montijo que nessa época dava pelo nome de Aldeia Galega do Ribatejo. O concelho tinha então 1742 eleitores inscritos, dos quais 24 votaram monárquico e 760 republicano.







